Oficialmente, estou de ferias desde ontem ate fins de Setembro. Isto faz aproximadamente 3 meses. :D Isto que dizer que eu muito feliz, muito feliz mesmo. Entretanto Holidays!
Monday, July 06, 2009
Sunday, June 28, 2009
Historias muito mal contadas.
Eu tenho um "pequeno" problema! Sim, reconheço. Entre muitos LOL este grande problema, não é nem mais nem menos do que não acreditar em certas historias que me são contadas... fico sempre com os dois pés atrás quando me contam algo que para o meu sexto sentido não passa de invenções.
Acho que este meu sexto sentido esta cada vez mais apurado ou então as pessoas em questão já estão rotuladas em alerta vermelho no meu consciente que mal abrem a boca... já sei que vai sair historia. Conheço pessoas que chegam a envolver terceiros nas suas mais increiveis historias.
Depois dizem-me que eu sou desconfiada, claro que sou! E bastante. Mas este meu pequeno problema reflecte-se mais em relação aos homens. Porque? Porque sou o gato escaldado e como tal já estou com um pé atrás a primeira e a segunda. Pra mim existem as mentiras e as historias que não passam de mentiras com o efeito cinematográfico. Divertem-me? Não, incomoda bastante.
Temos pena, muita pena... não sabem o quanto perdem essas pessoas por serem assim.
Wednesday, June 24, 2009
Ainda sobre o Earthlings
I did lots of thinking during this time! - diriam os ingleses. Mas a verdade é que fiz. Pensei bastante sobre o tema anterior, acabando por "discutir" o assunto com varias pessoas que conheço quer a nível pessoal como virtual. Repensei, li ainda mais sobre o mesmo e sobre o que esta a volta do mesmo. Mexeu comigo? Sim, mexeu!
Quem me conhece minimamente sabe que guardo na memoria momentos, palavras, conversas, cheiros, pessoas e conselhos, historias... e lembro-me de ouvir dizer que antigamente se era muito pobre, que tal era a pobreza que havia quem viesse de porta em porta remendar os tachos e panelas que o uso constante acabara por provocar furos e buracos. Diz-se que antigamente se era tão pobre que havia quem viesse de porta em porta com um burrinho a comprar todo tipo de metal, desde tachos que já não se podiam mais remendar ate o papel de chumbo que era usado no gargalo das garrafas. Que se vendia azeite de porta em porta, não em garrafas ou garrafões como hoje em dia, mas por quantidade de um quartilho, meio quartilho... (medida em desuso) O azeite era retirado de um barril e enchia a garrafa que o comprador conservava uso trás uso. Depois veio a modernidade... a fartura, a abundância. Passamos a consumir porque assim nos diziam, andava tudo de boca cheia desde o jornal da terra ate a TV, começaram a aparecer os comerciais que nos lavavam desde a roupa ate o cérebro, que nos falavam das maravilhas de uma dona de casa moderna, das vantagens de ter tudo e mais alguma coisa... e começamos a aumentar, não só pra os lados mas também as comodidades. Mas felizes, pois tínhamos tudo aquilo que os nossos pais não tiveram, tudo aquilo que o Homem feliz precisa. Compramos mais do que consumimos, logo mais se produz, a oferta era, é enorme, preços baixos, grandes quantidades tudo pra sermos felizes, mais e melhor!
Mas que grande, grande treta!
Consumimos o que não precisamos, compramos o que não utilizamos, tudo em pro do avanço da humanidade, tudo em pro da evolução. Porque o aumento do consumo incentiva o aumento de produção, logo é preciso mais mão de obra. Grande treta ! Todos sabemos que isso não é verdade. Todos sabemos que as grandes companhias tem ou são as possuem maiores tecnologias logo usam ou precisam de menos mão de obra. Onde a maquinaria faz o trabalho hoje de 10 anos de então. E a maior prova foi durante um almoço, um almoço entre amigos. A maior parte pediu galinha na brasa e foram servidos, servidos de meia galinha! Sim, não foi um quarto, nem 100 gramas (quantidade aconselhada) mas sim meia galinha. E a galinha que me refiro é aquela que se vende nas grandes superfícies. Animais que são engordados a uma velocidade alucinante, porque uma ave demora por norma 3 meses a atingir o peso e tamanho ideal pra ser abatida, esta demora nem um mês, a custas das farinhas de engorda, de antibióticos e afins. Apercebemo-nos então que o que estamos a consumir não é mais do que todas aquelas farinhas quimicamente produzidas e os antibióticos por elas consumidos. Dai que ao cozinharmos estas aves (e não só) a carne diminua em metade (ah!as carnes são injectadas antes de serem embaladas, com agua e sal pra manterem um aspecto volumoso e cheio) . Se depois disto, voltarmos ao facto de que da meia galinha só foi comida metade, então podemos constatar que estamos a produzir 10 e a consumir 5... produzimos pra deitar fora ou seja, consumimos pra desperdiçar.
Mas foi exactamente contudo isto que acabei por ter um debate sobre a evolução dos tempos modernos, com alguém que bem podia ser o meu pai devido a sua idade. A pessoa em questão acha que devemos produzir sempre mais... só assim avançamos, aumentamos a necessidade de mão de obra e alimentamos a população mundial. O que interessa é alimentar! Não interessa a qualidade, interessa muito e barato, não interessa como mas que responda com as exigências do mercado consumista. Enfim! Acredito que foram pessoas como estas que colocaram o mundo onde este se encontra hoje. Porque temos de avançar não importa como nem pra onde, interessa é ir em frente mesmo que a frente se encontre um abismo! Felizmente, temos gente a mudar de opinião. Gente que se apercebeu que o abrandar não significa parar ou morrer, mas sim ponderar e questionar se afinal aquele caminho é o mais certo. E depois temos as famosas crises, que obrigam a reutilizar, re-usar, moderar e porque não reduzir o consumo. Hoje em dia, temos avozinhas a escreverem em blogs sobre o como cozinhar por menos de 5 Euros, de como fazer uma refeição de sobras, de como reutilizar ou como converter aquela velha fatiota que estava esquecida no armário em algo novo e moderno. Temos gente a incentivar a reutilização em vez da reciclagem... mas desengane-se quem pensa que isto mudara os tempos que vivemos, ou que fará uma qualquer grande diferença. tudo não passa de uma situação momentânea, em que um movimento, grupo de idealista, pensadores nos chama pra as grandes atrocidades que sao cometidas não só contra os outros mas contra nos mesmos. Melhorara sem duvida, mas algo novo surgira porque não há pior coisa que a memoria humana.
Eu vou tentar incentivar, formar, ensinar aqueles que me rodeiam. Vou tentar que tomem consciência daquilo que se passa a nossa volta. E digo tentar porque não posso obrigar ninguém a nada. Mas posso tentar com que se apercebam que afinal o mundo do quero pra ontem é de longe a pior "politica". Vou continuar a fazer a minha parte por um mundo melhor, se este não acontecer, pelo menos ninguém me poderá apontar de não ter tentado.
